P'MOUTH CONQUISTA TAÇA DE INGLATERRA - Wembley foi o palco da festa de encerramento da temporada em Inglaterra. A festa dos "pequenos", uma vez que este ano nenhum dos 'big four' conseguiu chegar tão longe na FA Cup. O Portsmouth, com Pedro Mendes a titular, derrotou os galeses do Cardiff City (1-0) e reservou um lugar nas competições europeias do próximo ano. O nigeriano Kanu foi o autor do único golo (37') da final. Título histórico para os Pompey, que já não venciam a prova desde 1939.
Poucas surpresas nesta primeira mão da maior competição sul-americana. A meia surpresa, se se pode dizer assim, foi o empate caseiro a dois golos cedido pelo Boca Juniors na recepção ao Atlas. No grande jogo da ronda, o 'Imperador' Adriano deu uma ajuda e o São Paulo derrotou o Fluminense por 1-0.
Na Argentina, no José Amalfitani, casa emprestada, o Boca entrou no jogo da pior forma. Logo aos 5’, Omar Flores colocava o Atlas em vantagem. Todavia, desengane-se quem pensou que os comandados de Carlos Ischia iam ficar abalados com o golo. Nada disso. A equipa argentina foi para cima do adversário, muito por culpa também do mágicoRiquelme, um elemento que faz a diferença em qualquer equipa. Os xeneizes empurraram os mexicanos para a sua retaguarda, criaram oportunidades para marcar mas o empate só viria aos 36’, graças a um autogolo de Hugo Ayala. A etapa final trouxe mais do mesmo, ou seja, Boca em cima do adversário e a virada apareceu já no último quarto de hora, graças ao paraguaio Júlio César Cáceres. Acreditava-se que a vitória não ia escapar ao Boca, porém um golo de Emmanuel Torres, bem perto dos 90’, silenciou o estádio e colocou a equipa argentina em desvantagem para o jogo da segunda mão, no México.
No vizinho Brasil, mais concretamente no Morumbi, um duelo de tricolores: o paulista conta o carioca, ou, por outras palavras, as duas equipas em melhor forma no Brasil a tentarem uma vaga nas meias-finais. Levou a melhor o tricolor paulista que, com um futebol mais musculado e defensivo, conseguiu travar o futebol mais técnico e trabalhado do Flu. Contudo, estava visto que, para o sampa chegar ao golo, necessitava da inspiração de alguma das suas estrelas, e ela apareceu por Adriano que, aos 19’, colocava o Morumbi em festa. A partir daí, só deu Fluzão. Os comandados de Renato Gaúcho dominaram o restante da partida, mas não conseguiram chegar ao empate, o que lhes permitiria abordar o encontro da segunda mão em vantagem. Mas nada está decidido e, pelo que se viu no Morumba, o Fluminense tem futebol suficiente para o São Paulo. Resta saber se a experiência dos paulistas fará a diferença.
Nos outros dois jogos destes quartos-de-final, o bis do paraguaio Salvador Cabañas foi crucial para derrotar o Santos (2-0) e o empate a um golo entre San Lorenzo e LDU Quito deixa os equatorianos na frente para a jogo de volta.
» TAÇA DOS LIBERTADORES DA AMÉRICA Quartos-de-Final: 1.ª Mão | (resultados) | (marcadores)
Boca 2-2 Atlas América 2-0 Santos São Paulo 1-0 Fluminense San Lorenzo 1-1 LDU Quito
Semana cheia de emoções para os lados da Luz. O Benfica derrotou o ABC na final do Campeonato da Liga de Andebol e reconquistou um título que, nesta modalidade, lhe escapava há quase duas décadas. 35-34, após prolongamento, foi o desfecho de um jogo a todos os níveis emotivo e que confirmou o campeonato para os encarnados, depois dos bracarenses terem vencido o terceiro jogo e adiado a festa.
No meio da festa, com o novo director para o futebol nas bancadas, Aleksander Donner, triste, abandona o clube pela porta grande, porém tratado como se nada tivesse acontecido - segundo o próprio, disseram-lhe para continuar a sua vida nas obras. Para o futebol, Rui Costa terá dinheiro para negociar quem bem entender, mas para manter Donner, um senhor do andebol nacional, parece não haver verbas nem tão pouco vontade. E quando assim é, algo vai mal...
» Denisov e Zyrianov valem título europeu aos russos
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Os deuses do futebol ainda não estão loucos. Há essa esperança. O Zenit conquistou, com todo o merecimento, a Taça UEFA ao derrotar o Glasgow Rangers (2-0), na final do City of Manchester. Igor Denisov e Zyrianov apontaram os golos que deitaram por terra o não-futebol dos escoceses e valeram um título histórico aos russos, que foram superiores em todos os capítulos de jogo, no culminar de uma campanha europeia de sonho.
Em Manchester, com os protestantes a jogarem praticamente em casa, cedo se percebeu que quem tinha que assumir as despesas da partida era o Zenit. Os de Walter Smith estiveram sempre na expectativa - fiéis à postura que tiveram nos 480 minutos disputados antes desta final - e dobraram a primeira parte com um único remate, um cabeceamento tímido de Whittaker. Os russos, verdade seja dita, também pareceram algo perdidos no primeiro tempo, sem a referência Pogrebnyak e com Arshavin muito amarrado ao centro do terreno.
No entanto, na segunda parte, o conjunto de Advocaat subiu claramente de produção. O Rangers deixou de conseguir pausar o jogo como tanto gosta e provou do próprio vendo quando, aos 72 minutos, numa má transição para o ataque, ficou exposto defensivamente. Tabela perfeita entre Denisov e Arshavin e golo do primeiro. Só então é que os protestantes acordaram e assustaram Malafeev - Darcheville viu Sirl tirar-lhe o pão da boca e Novo, em boa posição, chutou para a bancada. Nos descontos, Arshavin voltou a fazer o que quis, abriu para o turco Tekke e Zyrianov encostou para golo, resolvendo a final.
Título inteiramente justo, a defender para o ano na exigente Champions. Para a história fica o segundo triunfo, em quatro anos, de clubes russos na segunda competição da UEFA, com o Zenit a fazer as vezes do CSKA. Apesar da final de Alvalade trazer más recordações aos adeptos leoninos, a vitória desta noite da equipa de São Petersburgo agrada ao Sporting, que assim fará parte do Pote 2 da liga milionária de 2008/09.
EURO'2008 Portugal: Convocados para o Áustria/Suíça
» Jorge Ribeiro chamado por Scolari, Maniche e Caneira preteridos
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A chamada de Jorge Ribeiro, aliada às ausências de Maniche e Caneira, é a principal nota de destaque da lista de convocados para a fase final do Euro'2008 apresentada há momentos por Luiz Felipe Scolari. O esquerdino do Boavista vê premiada a excelente época que fez e contribuiu, de uma assentada, para que o irmão Maniche e também Caneira não fizessem parte dos 23.
Se a ausência de Caneira, que nunca se assumiu verdadeiramente na Selecção e só ia ser útil numa posição (defesa-esquerdo), se compreende, dada a propensão de Paulo Ferreira para desenrascar à esquerda, a de Maniche já não se entende tão facilmente. O médio do Inter, apesar da irregularidade com que cumpre uma temporada a seguir à outra, foi pedra basilar nas campanhas no Euro'2004 e Mundial'2006 e até tinha sido importante nos últimos jogos da fase de apuramento. Scolari dá agora preferência ao sangue novo de Moutinho, Meireles e Veloso.
De resto, não há grandes surpresas. Rui Patrício será o terceiro guarda-redes, enquanto as inclusões de Petit e Hélder Postiga são talvez as menos consensuais. Escolhas à parte, não será muito difícil adivinhar com que equipa inicial Portugal enfrentará a Turquia na estreia. Ricardo será o dono das redes, com o quarteto à sua frente formado por Bosingwa, Pepe, Carvalho e Ferreira. Meio-campo com Petit, Moutinho e Deco, enquanto Cristiano Ronaldo e, em princípio, Nuno Gomes, deverão ter a companhia de Simão ou Quaresma na linha avançada. Será qualquer coisa como isto. Em Genebra, a 7 de Junho, dissipam-se todas as dúvidas.
Defesas (7): Miguel (Valencia/ESP), Bosingwa (FC Porto/POR), Pepe (Real Madrid/ESP), Ricardo Carvalho (Chelsea/ING), Fernando Meira (Estugarda/ALE), Bruno Alves (FC Porto/POR), Paulo Ferreira (Chelsea/ING)
Médios (6): Petit (Benfica/POR), Miguel Veloso (Sporting/POR), Raul Meireles (FC Porto/POR), João Moutinho (Sporting/POR), Jorge Ribeiro (Boavista/POR), Deco (Barcelona/ESP)
» São Paulo e Santos começam da pior forma a competição
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Arrancou este fim-de-semana a 37.ª edição do Campeonato Brasileiro – mais vulgarmente conhecido como Brasileirão. E, como é habitual por terras de Vera Cruz, as surpresas não podiam deixar de acontecer. Foi exactamente o que sucedeu com o campeão em título São Paulo, que na recepção ao Grêmio, acabou por perder pela margem mínima. Já no Rio de Janeiro, o Flamengo colocou a recente humilhação na Taça Libertadores para trás das costas e bateu o Santos por 3-1.
Num Maracanã bem diferente do habitual (o jogo realizou-se a porta fechada, devido a um castigo ao Flamengo referente ao anterior campeonato), o mengão aproveitou o facto do Santos apresentar uma equipa reserva e foi para cima do adversário. Logo no primeiro minuto o ex-maritimistaSouza desperdiçou boa oportunidade de inaugurar o marcador. O jogo decorria e o golo do Fla não tardaria a surgir: aos 29’, Juan deu bom passe pelo alto para Marcinho que, de primeira, abriu o marcador. Ainda o peixe tentava levantar a cabeça e já levava o segundo: um minuto depois, Marcinho dá passe de letra para Ibson e o jogador ligado ao FC Porto não esbanjou a oportunidade.
Na segunda parte os comandados de Émerson Leão arriscaram mais na partida e criaram boas ocasiões. No entanto, o rubro-negro carioca, com maior ou menor dificuldade, resolvia os problemas e ainda espreitava o contra-ataque. E num desses lances, aos 75’, Juan fazia o 3-0. A equipa paulista rendeu-se a partir daí, esperando apenas que o jogo acabasse, mas ainda conseguiu o tento de honra com Moraes já em tempo de compensação. Começa da melhor forma Caio Júnior no comando técnico do Flamengo.
Na vizinha São Paulo, o Morumbi assistiu a uma das primeiras partes mais cinzentas do Brasileirão, onde parecia que nenhuma das equipas queria nada com o jogo. Tanto assim foi que o primeiro remate da partida surgiu apenas aos 29 minutos! Mas na etapa complementar a história mudou: aos 50’, após cobrança de livre de Paulo Sérgio, Pereira subiu mais alto que a defesa são-paulina e fez o 1-0. Acreditava-se que o tricolor paulista iria atacar à procura do empate, mas de facto a exibição dos comandados de Muricy Ramalho foi muito má e não deu para pelo menos empatar a partida. Com este resultado, o Grêmio mantém a escrita com o São Paulo: em 37 edições do campeonato, sempre que o tricolor gaúcho enfrenta o São Paulo na estreia, jamais perde.
No restante da ronda, destaque para o sensacional 5-5 proporcionado por Portuguesa e Figueirense e para a derrota do Vasco no terreno do Internacional por uma bola a zero.
» Pantanazio não deixa margem para dúvidas e vence passatempo
Neste momento também há festa na casa ou no local de trabalho do Pantanazio, que venceu com todo o mérito a quarta edição do BlogoBola. Graças a uma recta final estonteante (18-10-12-15), o Pantanazio (358) roubou na penúltima semana a liderança ao Offshore (343), que parecia eterno líder do desafio, e na derradeira jornada fez questão de não deixar quaisquer dúvidas, terminando com 15 pontos à maior sobre o duo de segundos. Como 'prémio', entra no quadro de honra de um dos passatempos mais antigos da blogosfera portuguesa: Gaijo do Pobo (2004/05), Rui Silva (05/06), Rafael (06/07) e Pantanazio (07/08).
Nesta última ronda, o Grande Domínio (343) alcançou no segundo lugar o Offshore, que teria sido campeão nas calmas caso não tivesse duas faltas de comparência a manchar-lhe a folha. Hugo e Kaka foram regulares e terminaram ambos no quarto lugar (334), enquanto o jovem Fera, irmão da administração cá do sítio, ficou-se pelo sexto (332), deixando em sétimo um concorrente com tradição nisto: Ampop (331). A Margarida salvou a honra da casa, com o seu oitavo lugar (319), enquanto o Paulo Jesus (316) e o Tiago Silva (313) fecham um top-10 que o sempre divertido Amcslb (310) só conseguiu espreitar. Depois de ter estado à beira da desclassificação, o vitoriano Master Kodro ainda avançou com um recurso que lhe possibilitou lançar os palpites para a última jornada. Em dia de festa, teve a sua particular, sendo o melhor da semana (22).
Num passatempo que contou ao longo do ano com 91 participantes, só 38 cortaram a linha de meta, porque os restantes não aguentaram a pressão. Por último, uma palavra para os que estiveram menos bem, mas também animaram o BlogoBola: o Vimaranense, que movido pelo coração apresentava sempre os palpites favoráveis ao Vitória e chegou a fazer pontuações negativas em três semanas; ao Dragonis e ao Marx, outros participantes que gostam de negas, tal como o T-Rex, que ficou célebre pelos 15-0 nos clássicos; ao Henrique, que teria sido o pior da semana umas dez vezes, se houvesse tal distinção; e ainda ao Alfonso Vallejo, o único estrangeiro em prova, que trouxe os conhecimentos da Cantábria para aplicar à realidade portuguesa e não se saiu tão mal quanto isso. A todos estes e a todos os outros, o nosso obrigado. Agora é favor preparar os palpites para o BlogoBola do Europeu, que será num formato ligeiramente diferente.
» Atlético confirma vaga na Champions, Barça volta a perder
Foto ASSOCIATED PRESS
Mais de uma década depois, o Atlético Madrid está de regresso à Liga dos Campeões. Os colchoneros, na recepção ao Deportivo (1-0), somaram a sua terceira vitória consecutiva e garantiram pelo menos o quarto lugar da Primera División, que lhes dá direito a disputarem duas eliminatórias em busca de um lugar na fase regular da prova dos milhões. Forlán marcou o golo milionário dos de Aguirre, que estão com os mesmos pontos que o Barcelona e até podem acabar como terceiros classificados se fizerem melhor que os catalães na derradeira jornada.
Isto porque o Barça, no Camp Nou, voltou a passar vergonha. Os de Rijkaard até estiveram a vencer por dois golos, mas permitiram a reviravolta do Maiorca (2-3). Borja e Webó empataram para a equipa do português Nunes e Güiza, o Pichichi do campeonato (26), desempatou nos descontos. Ridícula a prestação dos culés, que até podem terminar a Liga no quarto lugar. A sorte é que o Sevilha, mesmo tendo vencido o escaldante dérbi com o Bétis (2-0), já não pode sair do quinto posto. Caso contrário, este fim de época seria ainda mais penoso...
Nas outras partidas, destaque para a fuga à despromoção. Recreativo e Osasuna deram passos importantes, tendo o cabo-verdiano Dady marcado para a turma navarra, e quem, à entrada para os últimos 90 minutos, acompanha Murcia e Levante é o Saragoça. Em casa, no La Romareda, os maños só conseguiram um ponto frente a um bicampeão Real Madrid em descompressão (2-2) e vão ter que lutar até ao último segundo para se manterem.
Almería 0-2 Recreativo Huelva Athletic Bilbao 0-0 Racing Santander Atlético Madrid 1-0 Deportivo Barcelona 2-3 Maiorca Levante 1-5 Valencia Osasuna 2-1 Murcia Bétis 0-2 Sevilha Valladolid 0-0 Getafe Villarreal 2-0 Espanyol Saragoça 2-2 Real Madrid